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O Louco ou o Inteligente?

Um louco. Um inteligente. WeWork. WeCrashed. Como tudo isso se conecta? Dá uma lida aí no artigo e veja!

Equipe Real Grana3 min de leituraAtualizado em 25 de junho de 2025
O Louco ou o Inteligente?

O inteligente ou o louco, quem ganha em uma briga?


O que essa frase tem a ver com o WeWork e a série WeCrashed?


Essa semana assisti a série “WeCrashed” do Apple+ que conta a história do WeWork, a empresa modinha de coworking e colecionadora de polêmicas. 


E como eu curto muito história de empreendedorismo e startups, decidi trazer um artigo contando um pouco do que aprendi com a série. 


(Claro que sem spoilers rs)


Para começar a série é estrelada por Jared Leto e Anne Hathaway, que dão um show de atuação.


Grande parte da história da WeWork se resume a: Adam Neumann, um dos fundadores da empresa.


Imigrante israelense e empreendedor serial, o Adam é aquele cara que tava sempre no corre tentando embalar alguma ideia inovadora e no ponto de vista dele, revolucionária.


Dois dos primeiros empreendimentos dele: joelheiras anatômicas para bebês em fase de engatinhar e saltos sociais com o salto dobrável. Confesso que gostaria de ouvir o pitch do salto dobrável.


A ideia do WeWork surgiu no conceito de criar uma comunidade para quem morasse no mesmo prédio, transformando a moradia em uma experiência (o famoso coliving que está na moda em Sampa mêo). 


Mas, uma pivotada de negócio, voltou o foco do Adam para escritórios compartilhados. Procurando seguir os hábitos de trabalho da nova geração, que eram diferentes das gerações passadas. 


Então, o objetivo era transformar o ambiente de trabalho em uma comunidade lotada de experiências (e kombucha de graça).


Os outros dois co-fundadores do WeWork são Miguel McKelvey e Rebeca Neumann, a esposa do Adam.


Sem entrar em muitos detalhes de como isso aconteceu, a Rebeca criou a missão do WeWork: “elevar a consciência mundial”.


Dentro do modelo startup, ou não (até agora não decidi se o WeWork é ou não uma startup), o objetivo de Adam era crescer a qualquer custo. Abrir escritórios em todo lugar do mundo e ter o máximo de pessoas trabalhando nos escritórios.


Talvez aí esteja um dos maiores B.O.s da história da empresa. 


O modelo de negócio da WeWork é: alugar um prédio, reformar e então monetizar alugando estações de trabalho. E foi justamente nesse modelo que surgiu um “pequeno” problema.


O WeWork alugava os prédios em preços ridiculamente altos pra garantir a localização e ofereciam muitos descontos pra motivar os clientes a alugarem um lugarzinho no coworking.


Mas, depois de alguns bilhões de dólares gastos e poucos dólares ganhos, a resiliência e fixação de Adam em revolucionar a indústria imobiliária, ainda eram suficientes para deixar os investidores “tranquilos”.


Ah, vale a pena mencionar que o Adam era famoso por andar descalço, independente do lugar. 


Precisando de mais grana para acelerar o crescimento, surge a possibilidade de um IPO (lançar suas ações na bolsa de valores) e na mesma tacada, embolsar um belo trocado para os acionistas. 


Nesse ponto, a empresa foi avaliada em 60 bilhões de dólares.

E essa operação parecia a luz no fim do túnel que precisavam.


Vou parar minha “resenha” por aqui, porque recomendo que você assista a série ou pesquise melhor sobre a história. 


Mas, se quiser um breve spoiler, pesquise em qual valuation o WeWork foi listado na bolsa depois e quanto ele vale hoje. 


Posso dizer que tem muita coisa que parece história de filme, loucura acreditar que essas coisas aconteceram. 


Como empreendedor, aprendi muito que a resiliência, acreditar no que você constrói, confiança e ter muito dinheiro, podem tanto ser o motivo do seu sucesso, como da sua ruína. 


O foco e suas metas são essenciais para não colocar em risco tudo que você lutou para conquistar. 


E quem ganharia em uma briga? O mais inteligente ou o mais louco?


Essa foi a pergunta que um investidor do SoftBank fez antes de decidir assinar um cheque de 4.4 bilhões de dólares e investir no WeWork.


E aí? O louco ou o inteligente?